Cheira a Boavistão

160302. Foi este o número de espetadores que se deslocaram ao estádio do Bessa ,no passado domingo. Superando assim os 10 812 que assitiram à partida diante da Belenenses Sad. Por sinal, a maior assistência registada desde o regresso do Boavista à primeira liga ,excetuando os jogos com os três grandes, ocorrido na época 2014/2015.

Estes números vem no seguimento da campanha “ TODOS AO BESSA” , conduzida pela direção do Boavista , liderada por Vitor Murta. Assim sendo, todos os sócios do clube tiveram entrada gratuita e podiam levar até quatro acompanhantes . Os bilhetes para o público geral custavam o preço simbólico de 1 euro.

Bastou uma simples medida, num momento difícil para mostrar a grandeza e fidelidade de um clube que, outrora, foi apelidado de “quarto grande” do futebol portugûes .

Esta postura da direção  boavisteira condiz com um das frases da tomada de posse de Vitor Murta , onde prometeu “ trazer de volta a família boavisteira aos estádios e tornar o clube cada vez mais dos e para os sócios.”

A iniciativa irá prolongar-se para os restantes jogos em casa (Boavista vs Moreirense e Boavista vs Braga).

 

Análise do jogo

Num jogo carregado de importância, na luta pela permanência , a formação Boavisteira, comandada por Lito Vidigal, bateu a equida do Nacional da Madeira por 1-0.
Numa primeira parte bem disputada e aguerrida foram poucas as oportunidades de golo. No entanto, ele acabou por surgir ao minuto 16 , na sequência de um cruzamento bem calibrado de Talocha que encontrou ao segundo poste Fábio Espinho, que só teve de encostar.

Na segunda-parte pese embora , a subida de linhas da equipa do Nacional  foi sempre a equida da casa que teve as melhores situações de golo, registando 4 situações flagrantes.

O 4-4-2 apresentado por Lito Vidigal , tal como já nos tinha habituado em jogos anteriores, foi um impeditivio suficiente para a formação madeirense que raramente consegui perfurar  por essas duas linhas. A estratégia de Lito ficou ainda mais clara por volta do minuto 60 , onde deu a iniciativa de jogo completa à equipa madeirense e esperou pelo erro, que de resto veio a acontecer e podia ter resultado no 2-0.

Para quem assitiu ao jogo , deu inclusivamente a ideia desde o início, que o Boavista tinha o jogo controlado. São por demais evidentes as lacunas defensivas da equipa nacionalista, espelhados nuns incriveis 58 golos sofridos que tem. Costinha , é um apologista de um jogo aberto e da promoção do espetáculo, no entanto não se pode esquecer que é de pontos que vive o jogo. Para o Nacional  fazer este pressing alto, que tanto gosta, é  necessário que este seja exemplarmente bem feito,através de uma pressão bem articulada,  tendo garantias de que recupera a posse de bola.  O que acontece é que a formação nacionalista fá-lo , mas contam-se pelos dedos as vezes em que recupera a bola na primeira fase de construção da equipa adversária , o que leva a transições constantes que podem , e têm, resultado em golo.

Com este resultado, o Boavista soma 32 pontos, mais seis que o Nacional. Dá um passo de gigante rumo a uma permanência tão desejada pela incansável massa associativa boavisteira.

 

Craques à lupa

Yusupha Njie (Boavista) O atacante da Gâmbia é um verdadeiro quebra-cabeças para as defesas adversárias. Alto (1,85m) e forte , é exímio no um para 1 ofensivo (técnica apurada) , segura bem a bola à espera do apoio dos colegas , e procura muito bem a profundidade e as triangulações. É, claramente, um jogador que ,aos 25 anos, tem potencial para abraçar um projeto de grande dimensão. Um jogador a seguir.

 

Gustavo Sauer (Boavista)– Brasileiro, chegou ao Bessa em Janeiro oriundo do modesto Botev Plovdiv da Bulgária. É um jogador claramente á Boavista, não desiste de nenhuma bola , seguro a defender e com grandes arracandas individuais, leva à loucura os adeptos boavisteiros. Lito Vidigal aposta nele em todos os jogos, seja como lateral ou como médio ala esquerdo. Dá muitas garantias.

 

 Aleks Palocevic (Nacional)- Este médio centro nacionalista, é dono de uma visão de jogo acima da média. É ,de resto, este o atributo que mais salta à vista. Tem grande qualidade de passe , com ambos os pés , e uma boa dinâmica com  e sem bola. Aos 25 anos, e depois de uma passagem pelo Arouca está , a meu ver, preparado para dar o salto.

 

Os adeptos boavisteiros pretendem despertar a pantera

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