Feira de Antiguidades em Lousada: o que para uns é lixo para outros são raridades

 

No segundo domingo de cada mês, realiza-se a Feira de Antiguidades, Colecionismo e Velharias na Avenida Senhor dos Aflitos, em Lousada, entre as 9h00 e as 18h00. O #infomedia foi descobrir o que atrai os vendedores a fazer estas feiras.

Por Diana Nogueira – Feira de Antiguidades

Apesar de a feira começar às nove da manhã, o trabalho começa muito antes dessa hora. Primeiro, é preciso selecionar os artigos que vão ser vendidos na feira; depois, quem é de mais longe percorre um longo caminho para chegar ao destino; por fim, monta-se a banca.

Vende-se de todo um pouco: bijuteria, relógios, instrumentos musicais, bicicletas antigas, louças raras e até mesmo revistas de automóveis dos anos 50 a 70. Muitos dos objetos estão em perfeito estado.

Por Diana Nogueira- Sónia Viterbo

 

 

Sónia Viterbo começou a participar nas feiras este ano sozinha, mas já as frequentava com os pais em anos anteriores; diz que são o seu “miminho de fins-de-semana”, e não faz só a feira em Lousada: “há sempre um extra que entra em casa” gosta do ambiente quando percorre as bancas.

 

 

 

 

Como pai, que é o seu conselheiro: “ está mais dentro do assunto, percebe mais dos preços, e acaba por arranjar as coisas para mim”. Acrescenta que “às vezes, os compradores são as pessoas que estão a vender na feira”, mas há também compradores fixos que procuram as feiras. Realça que é importante ter “coisas diferentes, coisas antigas que funcionem”. Na sua banca tem objetos antigos, como artigos em prata.

Por Diana Nogueira – Banca da Sónia

Hélder, outro dos vendedores, “sempre tive o bichinho das antiguidades”, que renasceu quando acompanhou um amigo numa destas feiras. Começou por comprar relógios, louças, tem gosto pelas artes, e vende máquinas fotográficas. É procurado por colecionadores, tem peças que não chegam a estar nas feiras.

Por Diana Nogueira – Revistas de Automóveis

Por Diana Nogueira – Máquinas Fotográficas

Este vendedor salienta que, no princípio, a feira rendia mais; “agora, começou a quebrar um bocadinho, as pessoas vinham à feira e começaram a ver que também tinham coisas em casa, instala-se a crise e as pessoas selecionam o que têm em casa para vender”.

António Mota Quintela só está na feira porque o que tem na banca já tem em casa, ou seja, vende as peças repetidas.

Manuel da Silva Santos explica como as antiguidades devem ser tratadas quando são descobertas: esclarece que não podem ser limpas, os objetos têm de estar como são encontrados senão ficam estragados, “tira-se a ferrugem e passa-se uma mão de verniz para não ganhar outra vez, de resto não se faz mais nada porque se estraga a antiguidade do objeto”. Clarifica que a feira já não é o que era e a crise afetou muito, como também cada vez mais pessoas vão para estas feiras vender coisas que não têm nada a ver com o tema da feira, o que afasta compradores.

Por Diana Nogueira – Manuel da Silva Santos

Há pessoas que vão a esta feira simplesmente para passear,  por vezes espantam-se com o que vêm e acabam por comprar alguma coisa.

Deixa um comentário