E assim nos despedimos…

E assim acaba mais uma época cheia de altos e baixo no “nosso” futebol Português. Como tem sido costume uma época repleta de polémica, casos e cada vez menos discussão de futebol e mais discussão do extra futebol. Vivemos numa era em que ter opinião e partilhá-la é cada vez mais fácil e prático, o que levou a ume menor filtragem do que são opiniões válidas, com argumentos bem fundamentados, do que é apenas ruído e uma tentativa de auto-promoção ou de apenas criar ruído à volta do futebol.

Foi uma época em que se assistiu à “evolução” do VAR na nossa liga, uma ferramenta que ainda não sabemos bem se vem ajudar a verdade desportiva, ou simplesmente criar mais confusão pela dualidade de critérios que tanto fomos observando, quer seja por análises de lances que não se percebe bem o motivo do veredito, ou aqueles lances que todos os espetadores pensam que era óbvio que fossem passíveis de análise e o árbitro mandou jogar. Penso que os critérios do VAR e das situações em que deve intervir deviam ser revistos e se devia pensar outras maneiras de não tirar a emoção dos golos e de gradualmente ir acabando com a polémica, sabendo que é um aspeto intrinsecamente ligado ao futebol, especialmente em Portugal.

Mas passando à análise propriamente dita, comecemos pelo topo e pela luta pelo campeonato, que este ano se fez praticamente a dois (Benfica e Porto), tivemos um Benfica justamente campeão, não só pela reviravolta de 7 pontos de desvantagem que virou, como pela 2ª volta de campeonato quase perfeita, pela qualidade de futebol praticado, mas essencialmente pela aposta na formação e em miúdos formados no Benfica que apenas necessitavam de uma oportunidade o que é saudável para o futebol português e que deveria ser uma regra de modo a nunca estancar a formação do futebol português. O Porto começou bem o campeonato mas chegou a um ponto em que os jogadores sentiram o excesso de utilização e começaram a quebrar o ritmo. Não sendo na minha opinião culpa do treinador mas sim da falta de soluções e profundidade no plantel que teve ao seu dispor. Lutou com mérito até ao fim mas “escorregou” em estádios que não poderia fazer e em alturas cruciais da época.

Continuando pela tabela vemos o Sporting que foi mais do mesmo. Um equipa mediana que demorou a assimilar as ideias de Keizer, carregada por um super Bruno Fernandes, tanto pelos golos, assistências e até o carisma que trazia à equipa, provando que merece outros voos.

O Braga que de início parecia ser uma agradável surpresa também caiu e abandonou a luta pelo pódio cedo demais, nomeadamente naquela goleada sofrida na luz por 6-0. Com bons talentos mas ainda sem a maturidade necessária para ter uma equipa campeã.

Em termos de boas surpresas temos o Moreirense que fez uma super época, tirando até pontos aos grandes e praticando um bom futebol, o Boavista que depois de um início fraco conseguiu ainda o 8º lugar e o Rio Ave que mesmo caindo de performance a meio da época ainda conseguiu aguentar os lugares da metade superior da tabela.

Em termos de descidas tivemos um Feirense muito fraco, ao contrário do que já vimos em anos anteriores, conseguindo muito poucas vitórias, e um Nacional muito fraco, sem ideias e que foi pelo mesmo caminho do Feirense.

Faltando ainda saber quem é que se vai aguentar nesta luta pela manutenção, pois à data deste artigo ainda se faltava disputar o Chaves-Tondela, sendo que o vencedor garante a permanência.

Uma grande Liga NOS que nos deixa, como de costume, na expectativa para saber o que a próxima época nos reserva.

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