JÁ EXISTE O TIJOLO FEITO DE BEATAS DE CIGARROS

Existem cerca de 350 beatas dentro deste tijolo, o que significa que numa parede de quatro sobre três metros, conseguimos colocar 300 mil pontas de cigarros.

Fotografia: Paulo Pimenta

As beatas dos cigarros têm uma grande percentagem no que diz respeito à poluição do nosso país. Não são biodegradáveis e cada uma demora entre 7 a 12 anos a decompor-se. Foi com esta problemática ambiental, inevitavelmente reparada por todos nós, que esta ideia surgiu.

Tudo começou há cerca de 4 anos, quando o Laboratório da Paisagem (uma unidade de investigação e educação ambiental partilhada pela Câmara Municipal de Guimarães e a Universidade do Minho) e o Centro de Valorização de Resíduos (CVR), procuravam a melhor forma de recolher as pontas de cigarros. Ao mesmo tempo, tinha sido lançado o Eco Pontas: grandes cinzeiros distribuídos pela cidade de Guimarães que, à posteriori, conseguiram recolher 8000 pontas por mês.

Em 2016, este projeto venceu um Green Project Award e é desde então que têm sido um grande sucesso, inclusive, já foi vendida a 15 entidades, e atualmente existem 100 Eco Pontas espalhadas em Portugal.

Depois de tantas pontas recolhidas, surge uma grande questão: O que fazer com tudo isto?

Vários estudos foram feitos, e inúmeras ideias apresentadas, mas nenhuma com os requisitos mínimos de viabilidade necessária para avançarem devido à grande carga poluente acarretada. Para já, ainda só existe o projeto E-TIJOLO com protótipos de tijolos, cada um com quantidades diferentes de cigarros.

 Para além disso, as beatas permitem reduzir os recursos energéticos na produção dos tijolos, o que melhora a eficiência energética dos processos e provoca uma redução de 60% dos recursos energéticos necessários à produção de tijolos devido ao acetato de celulose dos cigarros.

Com a intenção de colocar o maior número possível, estima-se estar no mercado em dois anos, faltando apenas um comprovativo científico.

 

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