2030: O FUTURO DE PORTUGAL

Portugal aceitou o desafio dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) que entraram em vigor em 2016. Passados três anos, que progressos foram feitos?

Até 2030 serão feitas medidas económicas, ambientais e sociais, no âmbito do turismo sustentável  para conseguir fazer de Portugal um país mais sustentável. Será que estamos todos a fazer aquilo que podemos?

A verdade é que já falta pouco para 2020, e até 2030 é um salto. Estará Portugal pronto para executar as metas de sustentabilidade propostas? Ora veremos…

No relatório anual de resíduos urbanos de 2017, pela Agência Portuguesa pelo Ambiente, é referido que em Portugal são produzidos, em média, 484 quilogramas de lixo por habitante e por ano. Este valor fica acima da média da União Europeia (28 países), que é de 483 kg/hab.ano.

É de salientar que apenas 38% dos resíduos urbanos produzidos em Portugal são reciclados. A diretiva da União Europeia para os resíduos determinou que, em 2020, cada Estado membro deve conseguir alcançar uma taxa de reciclagem de 50%.

 

Meta: Diminuir o papel e acabar com o plástico

O Governo português resolveu diminuir o consumo de papel e proibir o uso de plásticos descartáveis em organismos de administração pública. O objetivo passa por reduzir o uso de produtos descartáveis em cerca de 25%. Para ajudar, também o Parlamento Europeu aprovou, recentemente, uma proposta que prevê a proibição da venda de produtos de plástico de uso único na União Europeia, a começar já em 2021.

Reciclagem de resíduos urbanos em Portugal

A taxa de resíduos reciclados está abaixo dos 30%. A meta determinada pela União Europeia diz que é preciso reciclar metade do lixo produzido, até 2020. Em novembro do ano passado, o Governo pediu mais dois anos à Comissão Europeia para conseguir cumprir esta meta.

 

Resíduos urbanos levados para o aterro

Mais uma meta criada a nível europeu em que Portugal ainda está “mais para lá do que para cá”. O objetivo passaria por reduzir, até 2035, o lixo levado para o aterro para 10% do total produzido. Em 2017, contudo, 43% dos resíduos produzidos ainda tinham esse destino. Em 2016, os países da UE já deviam estar a encaminhar para debaixo da terra apenas 35% do lixo produzido.

Cada português faz quase meia tonelada de lixo por ano. Entre 2011 e 2017, o ano de 2013 foi aquele em que cada habitante produziu menos resíduos: 440 quilogramas.

Reciclagem de embalagens de plástico

Desde que começou a produção massiva de plásticos, na década de 40, alargou-se rapidamente por todo o mundo e, ainda que em muitos casos tornou a vida mais fácil, a sua eliminação é um problema cada vez maior.

Ainda que a média de reciclagem de embalagens de plástico em Portugal seja de 41,8%, ainda não conseguiu alcançar a média europeia (42,4%). O objetivo é que, até 2030, todos os países da UE reciclem mais de metade do plástico.

Cada português produz 36 quilogramas de resíduos de plástico por ano, segundo dados do Eurostat (2016).

 

As pessoas consomem pelo menos 50.000 partículas de microplásticos todos os anos e respiram uma quantidade semelhante, afirma o estudo que estimou a quantidade de poluição de plástico consumida pelo homem, publicado na revista Environmental Science and Technology.

A maior quantidade de resíduos de plástico está presente na água engarrafada. A água engarrafada contém, em média, 22 vezes mais microplásticos do que a água da torneira, como diz o estudo. Uma pessoa que durante um ano só beba água engarrafa, pode ingerir até 90.000 partículas de plástico. Se apenas consumir água da torneira, vai ingerir uma quantidade bastante inferior, com o estudo a apontar para a ingestão de 4.000 resíduos. Trata-se de uma grande diferença.

 

Todos os anos, 0,57 milhões de toneladas de plástico entram nas águas do Mediterrâneo, o que equivale a despejar 33.800 garrafas de plástico no mar a cada minuto.

A verdade é uma, Portugal está a tomar medidas para a sustentabilidade, mas ainda está longe de conseguir atingir os objetivos propostos para 2030.

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