Onze do Ano 2018-2019

Chegou ao fim a época 2018/2019. Geralmente, o mundo do futebol dá mais importância às top 5 ligas: inglesa, espanhola, italiana, alemã e francesa. A liga portuguesa fica um pouco fora de cena das melhores ligas, apesar de já ter estado em 5º lugar, no entanto, não tem tanto sucesso nas competições europeias como as outras. Nesta temporada, houve ligas mais emocionantes que outras. A inglesa e a alemã tiveram competição e decisão de campeão até à última jornada. A Espanhola foi competitiva, à exceção da luta pelo 1º lugar. A italiana e a francesa tiveram campeão antecipado e com grande diferença de pontos. Para além disso, é necessário inserir neste contexto a liga holandesa, pela brilhante época realizada pelo Ajax, principalmente na Liga dos Campeões. Esta última competição é a mais importante da Europa e tem relevância no que toca à atribuição de prémios ou escolha do onze do ano.

Alisson

Alisson atuava na Roma na época passada e Klopp precisava de um guarda-redes completo à medida da qualidade do Liverpool. O clube inglês desembolsou 62,5 milhões para adquirir o passe do brasileiro. Assumiu-se com uma muralha e possivelmente como o reforço do ano. Foi brilhante na final da Liga dos Campeões  e teve 21 jogos sem sofrer golos no campeonato, tendo apenas sofrido 22 golos na competição. Esta escolha reflete-se na conquista da Liga dos Campeões.

Trent Alexander-Arnold

Alexander-Arnold é a escolha para a lateral direita devido à qualidade que mostrou este ano. Fez 16 assistências em todas as competições e foi um jogador que demonstrou uma evolução rápida e natural desde a primeira partida realizada pelo Liverpool. Atualmente já tem um valor de mercado de 80 milhões e é um defesa super completo que se veste na posição de médio. Arnold tem passe, visão de jogo, cruzamento, remate e posicionamento. Com os seus 20 anos, assume-se como um dos melhores laterais direitos do mundo.

Virgil Van Dijk

 

Esta escolha é óbvia. Van Dijk assume-se neste momento como o melhor defesa do mundo e é um dos favoritos a vencer a Bola de Ouro no final do ano. Custou 75 milhões em janeiro da época passada e criticado por muitos. Passada época e meia, já ninguém questiona o valor pago pelo central holandês. É possivelmente o defesa mais completo do mundo e para além de golo, tem uma calma formidável dentro de campo. Segundo mostram as estatísticas, nenhum jogador o driblou esta temporada. Foi também o MVP da final da Liga dos Campeões.

Matthijs De Ligt

É apenas um jovem defesa de 1999. Aos 19 anos é já o jovem mais procurado no mercado. Tem muitos tubarões europeus interessados em garantir as suas qualidades. De Ligt fez uma época brilhante. É o capitão do Ajax e tem uma personalidade de um jogador mais velho e maturo. Para além de ter vencido a Eredivisie e a Taça Holandesa, chegou às meias-finais da Liga dos Campeões, tendo sido uma das figuras desta equipa sensação do Ajax. De destacar o golo que arrumou a Juventus nos quartos-de-final da Liga dos Campeões.

Andrew Robertson

Robertson já entra na discussão de melhor lateral esquerdo do mundo. Aos 25 anos, deu um salto enorme, tendo feito a melhor época da carreira. Entrou no onze inicial na mesma altura que o colega de equipa Arnold e a sua evolução foi parecida. Esta época realizou 13 assistências em todas as competições. É um lateral ofensivo, sobe regularmente até à área contrária, tem um bom cruzamento e visão de jogo e é excelente a nível defensivo. O ex-jogador do Hull City custou apenas 9 milhões de euros ao Liverpool em 2017. Um achado de Jurgen Klopp.

Frenkie De Jong

De Jong é um médio de apenas 22 anos, que custou 75 milhões ao Barcelona. Mostrou-se ao mundo ao serviço do Ajax e foi possivelmente a figura da temporada. Ajudou a equipa de Amsterdão a vencer o campeonato e a taça e na brilhante campanha europeia. De Jong reflete aquilo que é a política do Ajax, a aposta em jovens da formação que se desenvolvem a jogar juntos e com princípios de bom futebol incutidos já desde cedo. Para quem gosta de futebol, De Jong é tudo e com esta idade já tem a postura idêntica a um médio que compete há vários anos ao mais alto nível. A ver como vai influenciar o Barcelona na próxima temporada.

Bernardo Silva

Bernardo Silva… Nascido e formado em Portugal sai cedo para o estrangeiro e é daqueles casos raros de um jogador que faça isso e tenha sucesso repentino. Bernardo era um dos melhores jogadores do Mónaco, o que fez com que há 2 épocas o Manchester City desembolsasse 50 milhões pelo português. Teve uma evolução notável ao serviço de Pep Guardiola. Este refere mesmo que não há ninguém melhor que ele na Premier League. Bernardo é uma escolha deste onze pelo facto de ter ganho 5 troféus esta época: Premier League, FA Cup, Carabao Cup, Community Shield e Liga das Nações, este último ao serviço da seleção nacional portuguesa. É também referido como um dos favoritos a vencer a Bola de Ouro.

Christian Eriksen

Eriksen é uma das principais razões do sucesso do Tottenham. A equipa orientada por Pochettino não realizou nenhuma transferência para o início desta época e mesmo assim conseguiu chegar à final da Liga dos Campeões. O médio dinamarquês apontou 10 golos e 17 assistências em todas as competições, números positivos para um jogador que assume-se mais como um patrão do meio-campo e um suporte para os colegas de equipa. Entende-se bem com Kane, Alli, Son e Lucas na frente de ataque. Ficaram em 4º lugar no campeonato, não foi a melhor prestação dos últimos anos, apesar da capacidade que tinham para acabar em lugares cimeiros, também devido a uma maior preocupação pela competição europeia.

Raheem Sterling

 

Sterling é um dos pilares de Guardiola. Demonstrou uma evolução monstruosa desde que chegou ao Manchester City e este ano foi uma peça fundamental para a conquista do campeonato, que foi disputado até ao fim. Marcou 25 golos e fez 18 assistências em todas as competições, os melhores números do avançado inglês em toda a carreira. Aos 24 anos assume-se como um dos jogadores mais valiosos do mundo, tendo um valor de mercado de 140 milhões de euros e é um dos intocáveis no onze titular de Guardiola, apesar do técnico rodar muito à equipa devido à sobrecarga de jogos.

Eden Hazard

Do onze escolhido, Hazard é o único jogador que não atuou na Liga dos Campeões, o que mostra a extrema qualidade do jogador. O belga foi importante na caminhada europeia, foi decisivo na final da Liga Europa, apontando 2 golos e feito 1 assistência frente ao Arsenal em Baku. Em toda a temporada apontou 21 golos e 17 assitências e na Premier League entrou no lote restrito de jogadores com pelo menos 15 golos e outras tantas assistências. O Chelsea era escasso para Hazard, é um jogador que devia ter presença obrigatória na Liga dos Campeões e por isso é que o Real Madrid comprou o atacante ex-Chelsea por uma quantia a rondar os 100 milhões de euros. A ver vamos o impacto que vai ter no clube espanhol.

Leo Messi

Messi é um dos favoritos para vencer o prémio de melhor jogador do mundo. Foi incansável durante toda a época, tendo carregado o Barcelona em todas as competições e apresentado números incríveis. Messi para além de ter sido o melhor marcador da Europa com 51 golos, foi também o jogador com mais assistências com 22 e venceu a Bota de Ouro com 36 golos apontados no campeonato. Isto demonstra o domínio individual do astro argentino. Liderou a La Liga em praticamente todas as estatísticas ofensivas, como golos, passes para golo, chances criadas e dribles completos. Na Liga dos Campeões acabou como  melhor marcador da competição e se o Barcelona não passou à final não foi de todo a responsabilidade dele, porque liderou-os até às meias-finais com excelentes exibições. À medida que os anos foram passando, foi alterando a sua função dentro de campo. A sua posição mudou e continua a ser um goleador nato, tal como um construtor de jogo exímio.

Estes onze foram a minha escolha para a equipa do ano, no entanto, outros jogadores também poderiam estar presentes.

Menções honrosas:

Ederson, Piqué, Jordi Alba, Wijnaldum, Son, Salah, Mané, Ronaldo

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