25 anos de Vitalogy: “lives opened and trashed”

Diz-se que “Bugs” foi a maneira de Eddie Vedder responder a revistas e membros da imprensa norte-americana que, depois do sucesso estrondoso de Ten e Vs., os primeiros dois álbuns dos Pearl Jam, não deixavam de falar e especular sobre a banda (haverá insecto mais irritante do que aquele que não larga?). Diz-se que “Pry, To” foi a maneira de o vocalista – e, na altura, control freak – dizer que era mais feliz longe dos holofotes e fora das bocas do mundo. Diz-se que “Corduroy” foi escrita depois de Vedder encontrar numa loja de roupa um casaco igualzinho ao seu à venda por 500 dólares com a etiqueta “Pearl Jam Eddie Vedder corduroy shirt”. E diz-se que “Aye Davanita” foi escrita só para confundir o pessoal.

Vitalogy é isto mesmo: é uma reivindicação de privacidade ao mesmo tempo que é um experimentalismo descomprometido; é uma sucessão de golpes crus e ferozes contra a tão temida “indústria” ao mesmo tempo que é um caldeirão onde cabem os mais diversos géneros e as mais diversas ideias musicais. Vitalogy, disco que tem um parto difícil – os seus cinco pais estavam a passar por um momento decididamente delicado –, é, na sua essência, o momento em que os Pearl Jam decidem ser os Pearl Jam e ignoram o que as massas acham que os Pearl Jam devem ser. Inês Pinto juntou-se ao #infomedia para conversar sobre esse grande “causador de estranheza”, que celebra 25 anos em novembro.

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