Na Fila: com Luca Argel

Quando seu relógio / bater dez minutos para a hora dos fogos / pisque a luz do quarto de hóspedes três vezes / e abra a janela que dá para o jardim dos ingleses. “Pisque Três Vezes” captura a nossa atenção de uma forma despretensiosa, e, aparentemente, sem precisar de grande esforço. Luca Argel, artista nascido no Rio de Janeiro que vive no Porto desde 2012, domina a arte de, através das palavras, desenhar as imagens mais livres e vibrantes. Pequenos poemas escondem-se em cada uma das suas canções. Correção: pequenos poemas agarram a atenção do ouvinte em cada uma das suas canções. Conversa de Fila – o terceiro disco do músico brasileiro, e o segundo em que explora o grande e rico mundo do samba – concentra-se naquelas coisas pequeninas do quotidiano que facilmente passam despercebidas mas que, ao mesmo tempo, guardam uma beleza particular. A função da poesia, afinal de contas, é mesmo a de “jogar um olhar estranho sobre coisas que a gente não presta atenção”.

Luca Argel, esse artista que quer “conhecer o universo inteiro”, sentou-se com o #infomedia para conversar sobre o álbum, ouvir cada uma das faixas que o compõem e contar algumas histórias por detrás das que canta no disco. Vamos entrar na fila?

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