Trabalhar numa Unidade de Saúde Familiar: riscos e desafios
- Daniela Couto
- 02/07/2020
- #Social Atualidade oanoemqueomundoparou
Júlia Coelho tem 54 anos e é natural de Lordelo, Paredes. Exerce funções há cerca de 20 anos como Assistente Técnica na Unidade de Saúde Familiar Salvador Lordelo, onde mantém as mesmas funções e horário de trabalho, apesar da situação de pandemia atual.
“A ética de trabalho mudou de forma radical”, revela Júlia Coelho.
A Assistente Técnica refere que as primeiras medidas tomadas tiveram como objetivo evitar a aglomeração de pessoas. Neste sentido, diversas consultas foram desmarcadas e privilegiaram o atendimento telefónico como meio para resolver os problemas dos utentes.
“Nós estamos a trabalhar para que tudo corra bem”, expõe Júlia em tom emotivo.
Apesar de estar a tomar todas as medidas de precaução, Júlia Coelho está na linha da frente e sente sempre receio pela sua família, uma vez que existe “o risco de trazer o vírus para casa”. Demonstra ainda tristeza pela possibilidade de ter de se deslocar para o Centro de Saúde de Paredes, local onde se realizam os testes à Covid-19.
“Os profissionais de saúde estão a trabalhar, todos também têm família”, é assim que termina o seu testemunho, com uma voz calma e serena. Apela a que as pessoas se mantenham em casa, e sempre que tiverem de sair, que se protejam a si e aos outros.