Lusófona do Porto amplia campus com novo polo projetado por Souto Moura

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Lusófona do Porto amplia campus com novo polo projetado por Souto Moura

A Universidade Lusófona do Porto está a transformar o campus com a construção do novo Polo 4, uma obra da autoria do arquiteto Eduardo Souto Moura. O projeto, que representa um investimento inicial de cerca de três milhões de euros e ficará ligado aos edifícios existentes, deverá estar concluído dentro de dois anos e promete modernizar o espaço académico e reforçar a presença da universidade na cidade.

Obras do novo Polo 4, junto ao viaduto e ao edifício principal da Lusófona do Porto.
Fotografia: Leonor Figueiredo
Obras do novo Polo 4, junto ao viaduto e ao edifício principal da Lusófona do Porto.
Fotografia: Leonor Figueiredo

A obra, designada como Polo 4, terá a duração de 24 meses e ficará situada na zona histórica, junto ao viaduto, com vista sobre o Douro. O arquiteto Eduardo Souto Moura, vencedor do Prémio Pritzker em 2011, destacou que o objetivo é também “dar nova vida à zona do viaduto, transformando-a numa rua” e deixando de ser “uma área abandonada”.

O novo polo vai interligar-se diretamente com os edifícios do Polo 1 e 2, criando passagens e espaços comuns partilhados. A universidade explica que as atuais áreas, como a biblioteca e a cantina, serão requalificadas e integradas no novo conjunto, garantindo um campus mais funcional e coeso.

As obras estão a decorrer por fases, e o investimento referente à escavação e estrutura é de cerca de três milhões de euros. O projeto conta com apoio do Plano de Recuperação e Resiliência, reforçando a aposta na modernização e sustentabilidade do ensino superior.

O conjunto inclui três blocos interligados, com três a quatro pisos, e contará com salas de aula, laboratórios, auditório com capacidade para 200 pessoas e parque de estacionamento. Questionada sobre o impacto das obras, a universidade afirma que “as obras trazem sempre constrangimentos, mas estamos a fazer o melhor possível, nomeadamente deslocar aulas para salas do lado inverso às obras; porém, o maior barulho já passou”.

Alunos e professores vivem as obras de perto

Enquanto as obras decorrem, alunos e professores sentem os efeitos no dia-a-dia. Lia Monteiro, estudante de Ciências da Comunicação, reconhece “barulho e pó incómodos”, embora elogie as intervenções já realizadas: “As novas salas remodeladas estão muito melhores”. João Oliveira, aluno de Engenharia Informática e presidente da Associação de Estudantes, admite que “as aulas foram colocadas do lado oposto às obras para reduzir o ruído”, mas considera que “a universidade devia comunicar melhor o andamento da construção”.

Entre os docentes, o impacto é sentido com moderação. O professor Igor Ramos, que leciona na licenciatura em Comunicação Aplicada, relata “barulho ocasional, sem grande perturbação” e espera que o novo edifício traga “melhores condições tecnológicas e logísticas para docentes e estudantes”.

O administrador da universidade, Manuel de Almeida Damásio, destacou que este projeto marca o início de uma nova etapa para a instituição e para o ensino superior, reforçando o compromisso da Lusófona em criar um campus mais integrado e sustentável.