Futebol: moderação das notícias no Facebook

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Futebol: moderação das notícias no Facebook
A moderação das notícias de futebol

Nem sempre é feita uma moderação cuidada dos comentários nas publicações dos jornais, nas redes sociais. Miguel Alexandre, moderador do jornal Observador esclarece: “Fazemos tantas publicações que manter um olhar atento a cada uma delas é sempre um pouco complicado, portanto a um certo ponto já sabemos mais ou menos o conteúdo da notícia que vai gerar alguma discussão menos própria.”

No caso do Observador, as notícias que obtêm mais reações e comentários no Facebook são as de futebol, especialmente quando são sobre o Futebol Clube do Porto, o Sporting Clube de Portugal e o Sport Lisboa Benfica. Por isso mesmo, a publicação destas notícias específicas é alvo de uma revisão e possível alteração do título. Miguel Alexandre explica:

Duarte Guimarães, sendo um leitor pouco frequente de jornais explica que os comentários que vê são “a defender um clube e a atacar os outros, a insultar jogadores, a insultar elementos envolvidos na prática desportiva, em geral, e vê-se muito ódio e muita difamação”.

“Hoje em dia vemos um jornalismo que visa cada vez  mais o clique: ter mais visualizações, ter mais pessoas a interagir com as suas publicações.” – Duarte Guimarães

No caso do Observador, é criada “uma blacklist que, infelizmente, está sempre a crescer”, diz o moderador das redes sociais do jornal: “os nossos leitores arranjam sempre forma de dar a volta a uma expressão e fazem um comentário menos feliz”.

E o que acontece aos comentários que realmente dispultam discurso de ódio?

Segundo Miguel Alexandre, em casos extremos os comentários são eliminados pela página, mas só mesmo quando “o conteúdo acaba por ser bastante nocivo e é algo que vai contra a política da comunidade do Observador“, complementa.

Ainda assim, há a preocupação com as limitações à liberdade de expressão das pessoas, estas próprias que não conseguem ter uma opinião unânima sobre se querem ou não uma moderação e monitorização mais forte dos jornais nas redes sociais, como se viu pela amostra do formulário.

Na verdade, as notícias de futebol são, como diz Miguel Alexandre, “aquilo que o português gosta de falar”, e talvez por isso gerem mais discordâncias e alguns ataques online, que muitas vezes se transportam para a realidade física, como várias notícias já foram passando – um grande exemplo são os confrontos entre adeptos de clubes e apedrejamentos a autocarros após o resultado de um jogo desfavorável.

Se a violência física no futebol é notícia e um grande foco para a comunicação social, porque não poderá também ser a violência verbal, especialmente gerada no contexto online?